Bienal de arquitetura - Bioma Caatinga


















A Bienal de Arquitetura Brasileira conta com o restaurante Biomas, espaço gastronômico concebido pela Cité Arquitetura como uma experiência imersiva entre arquitetura, paisagem e cultura brasileira. O projeto parte de um conceito recorrente no trabalho do escritório: o rio como narrativa de arquitetura, metáfora de um fluxo que conecta territórios, culturas e modos de vida.
Com cerca de 214 m², o restaurante tem 84 lugares e é comandado por Leo Sanchez. O espaço se organiza em dois salões inspirados em biomas brasileiros, Caatinga (105,3 m²) e Amazônia (108,9 m²), criando um percurso sensorial que evoca paisagens e simbologias desses territórios sem recorrer a representações literais.
No salão Caatinga, predominam tons vermelho-terra que remetem à paisagem do sertão. Instalações de juta no teto formam “nuvens secas” com fios vermelhos que simbolizam vida e chuva. As cadeiras recebem bordados manuais com peixes do Vale do São Francisco, enquanto uma obra do artista Luiz Eduardo Rayol representa o Velho Chico em vermelho intenso. O ambiente também inclui carrancas tradicionais e uma composição escultórica de vasos cerâmicos empilhados que evocam cupinzeiros.
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The Brazilian Architecture Biennial features the Biomas restaurant, a dining space conceived by Cité Arquitetura as an immersive experience between architecture, landscape, and Brazilian culture. The project is based on a recurring concept in the firm’s work: the river as an architectural narrative, a metaphor for a flow that connects territories, cultures, and ways of life. With approximately 214 m², the restaurant seats 84 guests and is led by Leo Sanchez. The space is organized into two dining rooms inspired by Brazilian biomes Caatinga (105.3 m²) and Amazon (108.9 m²) creating a sensory journey that evokes the landscapes and symbolic meanings of these territories without resorting to literal representations. In the Caatinga room, earthy red tones prevail, referencing the sertão landscape. Jute installations on the ceiling form “dry clouds,” with red threads symbolizing life and rain. The chairs feature hand embroidery depicting fish from the São Francisco Valley, while a work by artist Luiz Eduardo Rayol represents the Velho Chico in an intense red. The space also includes traditional carrancas and a sculptural composition of stacked ceramic vessels that evoke termite mounds.
Projeto: Restaurante Biomas
Local: Bienal de Arquitetura Brasileira, Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), Ibirapuera, São Paulo
Área: Área Total:214 m² | Salão Caatinga: 105,3 m² | Salão Amazônia: 108,9 m²
Ano projeto: 2026
Ano conclusão da obra: 2026
Projeto de arquitetura: Cité Arquitetura - Celso Rayol
Equipe: Gabriel Freitas,Giovanna Soares, Júlia de Queiroz, Paloma Costa e Victoria Lima
Execução: A Engenharia
Fotos: Iram Guimarães, Israel Golino e Vitor Guilherme
Obras de arte: Luiz Eduardo Rayol
Mobiliários: Breton
Luminárias: Aura Lighting
Tapetes: By Kamy
Paisagismo e Vasos: Danni Martins Arquitetura Paisagística
Cortinas: Hunter Douglas, ACM Home
Portas de Madeira: Nacional Madeiras
Carrancas e Cestarias: Paiol
Almofadas: Cristalle
Bordados: Arte em Fio - Maria do Socorro
Tinta: Suvinil
Ar condicionado: Electrolux